Nerds on the Media #2 – A influência Nerd no Cinema
Salve, salve pessoal!
Dando continuidade aos nossos posts sobre a influência dos nerds nas telonas, vamos hoje tratar dos filmes feitos sobre os nerds.
“O Nerd é um sujeito estereotipado, representado pela figura do rapaz franzino (ou gordinho), sem vida social, que entende de praticamente TUDO relacionado à tecnologia, computadores, invadir o pentágono utilizando apenas um 486 DX2!”
Pois é meus caros, é triste constatar que essa é a visão que a maioria dos escr(o)itores tem sobre os nerds e seu mundinho. Em razão disso, existem uma enxurrada de filmes que insistem em retratar os Nerds/Geeks desta forma. Numa busca rápida em sua cachola, aposto que você seria capaz de enumerar pelo menos uns cinco nerds bizarros criados para as telonas.
Em meio a esses diretores desprovidos de criatividade, temos dois expoentes que se destacam por tratarem da figura do nerd com a real dedicação e empenho que este merece: Judd Apatow e Kevin Smith. Estes diretores merecem um post exclusivo, então tratarei deles futuramente.
No meio dessa tralha toda podemos definir os filmes sobre Nerds em pelo menos duas categorias clássicas: o “Nerd tosco” e o estilo “be nerd is cool“
Nerd Tosco
O “aclamado” A Vingança dos Nerds é o exemplo mais clássico (aclamado entre aspas pelo simples fato de que eu acho o filme ruim). Nele temos a figura de Lewis Skolnick: um CDF, sem noção de como lidar com mulheres, interessado em assuntos poucos usuais, roupa cafona, franzino e com óculos fundo de garrafa. E ainda com um quê de bobalhão que estereotipa ainda mais o gênero. Semelhante à Lewis, temos Garth (Quanto mais idiota melhor, 1992) que é outro exemplo de Nerd estereotipado ao máximo. Daqueles que causam repulsa na maioria das mulheres. Coitado.
Para mim, o melhor representante da categoria é Rick Moranis. Ele é o clássico Nerd-Gênio, que com algumas peças de computador, ferramentas e muita, mas muita forçada de barra, consegue construir os inventos mais malucos possíveis. Quem não se lembra da figura patética de Wayne Szalinsky, nos filmes “Querida, encolhi as crianças” (1989) e “Querida, estiquei o Bebê” (1992)? O cara não precisa interpretar um Nerd, ele por natureza é um! Caso tenham alguma dúvida, vejam sua atuação em “Os Caça Fantasmas” no papel de Louis Tully, e certamente vocês vão concordar comigo.
Andy Stitzer, o engraçado “Virgem de 40 anos” (2005), retrata o Nerd-Infantil: aquele cara que não cresceu. Era Nerd quando garoto, e assim permaneceu mentalmente. Não adquiriu a malícia que a vida adulta traz. Pior que Andy, somente George McFly: o Nerd-derrotado, que só não morreu virgem porque foi atropelado pelo pai de Lorraine e acabou tendo a sorte da garota ter se afeiçoado a ele. Menos mal que, depois do seu filho fazer cagada no passado, acabou virando macho e tenha tido mais atitude (mesmo que tenha usado essa atitude para virar um escritorzinho de sci-fi).
Embora existam inúmeros outros filmes que retratam essa figura tão querida por todos, para escrever este post procurei me ater aos filmes que tive a oportunidade de assistir. Vejo diversos comentários sobre a atuação de Steve Buscemi, no papel de Seymour em Mundo Cão (2001), Jeff Anderson, como Randall (O Balconista, 1994), entre outros. Já estão todos adicionados na lista de Download.
“Be Nerd is cool”
Neste estilo de filmes, temos o indivíduo representado por alguém que carrega aquelas características básicas de um bom Nerd (ora exageradas, ora sutis). Porém, ao invés de transmitir a sensação de vergonha alheia, o filme faz com que o expectador se identifique com o protagonista e até mesmo torça por ele! E muito provavelmente se o diretor for bem sem criatividade, como a maioria o são no final o Nerd, que até então sofreu bullying, foi esculachado, difamado, etc, vai se dar bem e virar o mocinho gostosão da turma.
Defensor desta categoria temos Augie (Role Models), que vivendo em seu mundinho medieval acaba recebendo ajuda de 2 garotões descolados. Mas ao invés de se converter pro lado negro da força, cercado de futilidades, mulheres e cerveja, acaba convertendo os garotões para o lado nerd da força. “E juntos, essa galerinha vai se meter em altas confusões”.
Se no filme anterior Sean William Scott foi o bom garoto que ajudou o nerdzito, em American Pie (o primeiro e único que presta) ele escrotizava MUITO com a vida de Paul Finch. Mas como diz a sabedoria popular: “A vingança é um prato que se come frio”. Só que neste caso, o “prato” era a mãe do Stifler… E ela não estava nem um pouco “fria” – se é que me entendem.
E o que dizer de Fogell / McLovin?? Ele é sem dúvida alguma o mais nerd de todos os personagens nerds já criados para o cinema. Interpretado pelo ator Christopher Mintz-Plasse, o hilário McLovin do filme “Superbad”, é de longe o melhor personagem na minha opinião. Ele é o retrato do nerd atual.
Milhões de nerds se espelharam nele, torceram por ele. O filme criou uma espectativa tão grande ao ponto de eu achar que seria ruim. Mas não! Conseguiu agradar, foi inteligente, e o principal, eu ri muito. Quem viu o filme realmente saiu com a imagem: McLovin é foda! McLovin é o cara!
A visão de que um cara nerd é atrapalhado, tímido e inteligente continua depois de vc ver o filme, mas deu pra provar também que eles não tem nada de diferente de quem se acha “esperto”, de quem se acha “descolado”. Nerds se tornaram tão sedutores quanto os mais avançadinhos. Por isso McLovin se tornou o queridinho e herói da maioria dos nerds atuais.
Fazendo um último adendo à este post, eu não poderia deixar de mencionar “Fanboys” (Aaahhhh Kristen Bell de biquini dourado…. Ô saúde…) e “F.A.Q. About Time Travel”. Mas isso é assunto pra outra hora.
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